quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ainda sobre a verdade...

Engraçado que o assunto de ontem rendeu pano pra manga dentro de mim, até se resolver de uma forma amorosa e pacífica. Eu não tinha reparado que havia assimilado apenas metade da informação, porque o que a professora me disse mesmo foi que eu estava com baixa vitalidade no corpo, enquanto minha mente e meu espírito trabalhavam a todo vapor.
Depois de 3 anos de tratamento intenso, com 20 sessões de quimioterapia injetável e 5 meses de quimio oral, eu não poderia mesmo esperar muita coisa do meu corpo. Mas o medo da morte, que me rondou durante muito tempo, ainda hoje compromete o meu entendimento das palavras, pois quando a professora disse 'baixa vitalidade no corpo', tudo que entendi foi: sua vida tem pouca energia vital.
E isso ocorre freqüentemente com todos nós, pois é muito comum vermos os conflitos entre os humanos acontecerem por falha na comunicação, uma vez que a interpretação da mensagem é sempre feita por quem a recebe, com base em suas experiências e crenças. E aí é que o bicho pega, pois quase sempre estamos fechados em nosso casulo egoico, sem espaço para o novo, para o outro e para as diversidades da vida.
Depois de chorar bastante, receber massagem e conversar com o médico, eu consegui esvaziar-me dos sentimentos ruins e só aí pude ouvir a mensagem como ela era, sem stress, e perceber que a professora não tinha dito nada demais. Dizer que eu estava sem vitalidade no corpo, além de ser verdade, não tinha nada a ver com morte ou coisa parecida. Simplesmente era um jeito de dizer o quanto meu corpo está fragilizado, e ponto. E se foi exatamente por isso que eu vim para cá, para desintoxicar o corpo e rejuvenescer as células, por que então eu dei uma volta tão grande diante de um ponto tão pequeno? 
Ai, ai, nós, humanos.......ommmmmmmmmmmmm!




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